Episódio 8 | Rádio Pirata

Amigos Brasileiros,

Chegamos ao último episódio da nossa primeira temporada. Teoricamente, este seria o momento em que eu teria pouco ou quase nada a dizer. No entanto, preciso afirmar justamente o contrário. Neste episódio, tenho muito a compartilhar e é fundamental que você permaneça comigo do início ao fim.

A você que está me assistindo agora, mas não acompanhou os episódios anteriores, sugiro que pare por aqui, não continue assistindo. Volte e assista aos episódios anteriores, pois isso tornará sua experiência muito mais rica, profunda e transformadora. Se você deseja, de fato, conquistar uma compreensão maior e promover uma verdadeira libertação em sua mente, não pule etapas: permita-se essa jornada desde o início.

Elite

Vamos começar falando diretamente à Elite Brasileira. O que tenho a dizer a vocês, sem rodeios? Vocês precisam despertar, ganhar consciência e abandonar esse papel egoísta e narcísico que vêm desempenhando de forma inconsciente. Precisam superar o complexo de inferioridade em relação a outras culturas, como a americana ou a europeia, e finalmente encontrar um lugar autêntico para si no mundo. É necessário abandonar a bajulação às chamadas nações do “primeiro mundo” e cessar o abuso, ludibriação e exploração do próprio povo por meio de privilégios herdados de gerações passadas.

Por outro lado, convivi e ainda convivo com a elite, e posso afirmar que, uma vez superada essa profunda ignorância de seus privilégios herdados, há entre vocês pessoas verdadeiramente comprometidas, resilientes, fortes e extraordinárias, dignas de admiração pelos seus princípios.

Além disso, precisamos entender de uma vez por todas — isso vale para todo o povo brasileiro, especialmente para os críticos e opositores da elite — que assumo aqui, de maneira consciente e surpreendente para alguns, uma postura em defesa da elite Brasileira.

Pergunto: dentre os países mais admirados pelos brasileiros, há algum que não possua uma elite poderosa? Os Estados Unidos, por exemplo, detêm diversos bilionários. Alemanha, Inglaterra, França, China, Japão, Rússia — literalmente todas as grandes potências possuem elites robustas. Portanto, sim, precisamos de uma elite forte. Caso contrário, quando o mundo decidir voltar suas forças contra o Brasil para tomar aquilo que clamarão ser deles, estaremos vulneráveis. Não se enganem, esse dia vai chegar.

O fundamental é que nossa elite compreenda seus privilégios e passe a cuidar de seu povo, atuando em prol do país, e não apenas de seus interesses pessoais. Precisa sair de uma posição egoísta, narcisista e inconsciente dos privilégios — e, em alguns casos, do próprio roubo ao Estado. Ainda assim, nossa elite precisa ser forte, e deve contar com o apoio do Estado, da República e do povo, especialmente dos empreendedores comprometidos com o país.

Pergunto-lhes novamente: cite uma marca de carro brasileira? Ou de celular? Ou de televisão? Não existe. Transformamo-nos em meros prestadores de serviço, perpetuando aquela cultura nociva do Buargil, que a própria elite criou para dominar o país. Precisamos reverter essa situação, deixando de ser papagaios de teorias como economia de mercado, neoliberalismo e outras que só servem para enriquecer ainda mais quem já é rico, e manter os pobres exatamente onde estão.

É preciso, enfim, encontrar nosso próprio espaço no mundo, buscando soluções autênticas para nossos problemas, enquanto brasileiros. O que funciona na Suíça, não necessariamente nos servirá; aquilo que prosperou nos Estados Unidos, pode simplesmente não funcionar aqui. Não somos suíços nem americanos, somos brasileiros, e não podemos entregar nosso país nas mãos de quem só visa a própria riqueza.

Trago agora, um exemplo de superação: conquistamos um dos maiores desafios da humanidade — voar. E quem o fez foi um brasileiro, Santos Dumont. Cito-o porque este homem deixou um legado construído por suas ações e não por palavras ou teorias vazias.

Quando um brasileiro acredita em si, e possui os devidos recursos, vai lá e vence, inspirando milhares depois dele. Não podemos em hipótese alguma, nos considerar inferiores a qualquer outro povo, mas também não podemos nos considerar superiores, e nem iguais. Somos Brasileiros e ponto.

Santos Dumont, por ser da elite, teve meios para concretizar seus feitos que faltam a milhões de brasileiros. Sua história evidencia que o que nos faltam são condições, não capacidade. E, ironicamente, Santos Dumont teve que se afastar da própria elite, para viver, acima de tudo, com seu desafiador e grandioso projeto de voar.

É muito oportuno dizer que seu primeiro voo oficial aconteceu em 1906, ANTES da cultura do Buargil que a partir de 1920 se consolidou no Brasil. A cultura que nos define como um povo, incompetente, fraco e vira-lata; cultura esta que não canso de lembrar, é até hoje aceita e valorizada por grandes partes dos intelectuais brasileiros.

Santos Dumont não leu estes livros, porque não existiam, e não estudou nas escolas e universidades brasileiras, que assim ensinam grande parte da cultura Buargil para nossas crianças. Como não sabia que era um brasileiro vira-lata, foi lá e criou uma das maiores invenções da humanidade. Simplesmente, foi lá e voou nos céus de Paris.

Neste cenário, e devido justamente a esta força de espírito e coragem de um incrível Brasileiro, fruto direto de seu legado, podemos dizer que temos sim um produto Brasileiro. Hoje temos a Embraer, uma joia da indústria mundial de aviação.

Ou alguém acha que teríamos a Embraer se não fosse por Santos Dumont?

Santos Dumont provou que quando o brasileiro acredita em sua força, e possui os meios necessários, é capaz de obras grandiosas. O mesmo vale para tantos outros empreendedores, profissionais empíricos (não apenas acadêmicos) e pessoas incríveis que estão espalhadas pelo nosso país, mas que carecem das condições que nosso Estado e nossa elite, infelizmente, se negam a proporcionar. Criando sim, diversos ego sistema, mas nenhum ecossistema que verdadeiramente ajude nossos empreendedores.

Forças Armadas

Agora, preciso me dirigir às Forças Armadas — Exército, Marinha e Aeronáutica.

Em 1999 e 2000, trabalhei em dois projetos na antiga DEPV, hoje DECEA, do Comando da Aeronáutica. Pude testemunhar, de perto, a disciplina, o esforço e a dedicação plena desses profissionais, num ambiente verdadeiramente propício a seu propósito. Um ambiente oposto aos órgãos públicos tradicionais, onde presenciei muita competência, força e dedicação.

O mundo está em constante mudança, e, em breve, poderemos ser forçados a proteger nossas riquezas de interesses externos. Em breve, justamente as nações que são colocadas como heróis pelo povo e pela elite brasileira, inventarão motivos esdrúxulos para comprometer nossa soberania e incorporar nossas riquezas. Neste momento, precisaremos recorrer a nossas forças, e não nos dividir como nação. Um povo dividido é facilmente dominado por interesses externos, não podemos sucumbir a provocações externas. As potências do chamado 1o mundo são especialistas em desconcertar colônias, ou melhor, países fracos e fragmentados. Devemos permanecer fortes, como uma família, que não se deixa influenciar por provocações cujo único objetivo é desestabilizar.

Só a defesa, nunca o ataque, deve nortear o investimento e o planejamento estratégico de nossas Forças Armadas, sempre com vistas ao longo prazo, para que estejam prontas quando a escassez global tornar nossos recursos cobiçados internacionalmente. Como diz o clássico “A Arte da Guerra”: “A invencibilidade está na defesa”. Nossas forças armadas precisam ser fortalecidas com projetos reais de 10, 20 ou 30 anos. Repito: É preciso fortalecer as forças armadas Brasileiras. E por que não, torná-la uma potência mundial?

Entretanto, é fundamental que as Forças Armadas nunca ambicionem governar esta nação. Isso seria ignorância e estupidez imperdoáveis, pois não lhes cabe esse papel. O comando de uma sociedade civil jamais deve ser uma prerrogativa militar — qualquer desejo nesse sentido é fruto de impulsos narcisistas, egoístas e opressores, de algumas pessoas, e deve ser combatido na raiz internamente. Que nossas Forças Armadas estabeleçam, definitivamente, essa clareza.

É urgente fortalecê-las para cumprir seu legítimo propósito: defender o Brasil e o povo brasileiro.

Artistas, Jogadores de Futebol, Cantores, Influenciadores, DJs e todas as personalidades famosas do Brasil

Agora, gostaria de falar diretamente a artistas, jogadores de futebol, cantores, influenciadores, DJs e todas as personalidades famosas do Brasil. Escolhi conscientemente poupar críticas mais profundas, a vocês ao longo de nossos episódios. Mas neste momento algumas reflexões são inevitáveis.

A maioria de vocês, sem dúvida, lutou muito, superaram inúmeras adversidades, dores e sofrimentos intensos. Para chegar aonde chegaram, foi preciso muita resiliência. Parabéns a todos. Mas guardem isso: vencer a si mesmos foi a verdadeira vitória — não o dinheiro ou a fama que conquistaram.

Por outro lado, lembrem-se que milhares também lutam, sofrem, batalham e, infelizmente, não tem a mesma visibilidade ou recompensa financeira. Não se iludam: vocês não são os melhores cantores, jogadores, influenciadores ou DJs do Brasil ou do mundo. Há anônimos incríveis, às vezes reconhecidos só por suas famílias, ou nem por elas. Acreditar cegamente na “meritocracia”, como vendida no Brasil, é cair numa mentira. Muitos são usados pelo sistema para alimentar a falsa mensagem de que basta lutar para chegar lá, enquanto na verdade, não há igualdade de oportunidades. Isso aqui é muito sorrateiro e vocês precisam ganhar consciência.

É preciso, sim, celebrar suas conquistas. Mas lembrem-se: vocês não são melhores do que ninguém. A vaidade e o narcisismo são ilusões perigosas. Entendam que o sistema faz questão de mostrar seus poucos que “furam a bolha”, para aumentar a sensação de justiça e possibilidade, mas na prática, nem todos que conseguem chegam ao topo. E de fato, alguns que chegam, não possuem qualidade alguma, as vezes só enganam ao povo. Aproveitem suas vitórias, mas jamais virem as costas ao povo brasileiro — é esse povo que sustenta sua fama e seu sucesso, entregando seu coração a vocês. Que a genialidade de cada um continue trazendo alegria ao Brasil, mas que isso seja motivo de união e consciência, nunca de separação, arrogância ou falsa superioridade.

Intelectuais

E quanto aos intelectuais? O que dizer desses doutores que detêm todo o conhecimento e opinam sobre vida, morte, universo e todos os problemas, mas não conseguem adicionar 1 kg de arroz ou feijão à mesa do povo brasileiro?

Qualquer argumento que eu traga será rapidamente rebatido por uma teoria intelectual. De fato, se nossa temporada fizer sucesso, receberei uma serie incrível de analise justificando tudo e criando teorias sobre minhas falas. Este sempre foi o mecanismo de defesa dos teóricos intelectuais. E certamente, o incomodo gerado aqui, fará com que exerça tal mecanismo.

Eu poderia relembrar Sócrates e sua sabedoria de reconhecer a própria ignorância, mas creio que muitos a desprezariam como antiquada, porque hoje em dia, a única teoria valida visa emponderar as pessoas em seu egoísmo e narcisismo.

Contudo, é preciso lembrar: a lâmpada, o avião, o telefone, o automóvel, até mesmo o computador, foram criados por pessoas que não eram doutores acadêmicos — e as maiores fortunas do planeta pertencem a outras esferas de qualidades humanas, não a acadêmica. Que todo conhecimento seja utilizado para o bem das pessoas e da humanidade. E só.

Polícias do Brasil

Preciso também me dirigir às polícias do Brasil, especialmente à Polícia Federal, Militar e Civil. A maioria desses profissionais arrisca a vida diariamente, enfrentando todo tipo de crime, numa missão árdua e constante. Como sabemos, quem se propõe a combater o mal — independentemente de sua existência em termos absolutos — acaba inevitavelmente sendo enredado por suas próprias armadilhas. Portanto, é fundamental não trocar a luz pela escuridão e se manter firme no combate ao crime e a injustiça.

Esse desafio se agrava ainda mais porque nossas polícias atuam dentro de um sistema judiciário que, muitas vezes, parece ter sido construído para sustentar, e não combater, o crime. É um sistema inteiro voltado à manutenção de privilégios para poucos, criando um incentivo claro a criminalidade, enquanto a maioria da população sofre as consequências.

Na mentalidade desses privilegiados do país, o ato de saquear as riquezas nacionais é considerado completamente distinto daquele cometido por quem, diante da falta de dignidade, recorre ao roubo para sobrevivência. Separando moralmente um crime do outro, não percebem que, na verdade, seus próprios privilégios e sua corrupção servem como o adubo, a água e a luz que alimentam a insegurança e toda a criminalidade no Brasil.

A elite e a república com seus 3 foderes, perpetuam esse ciclo, frequentemente contando com o respaldo de uma classe média que, apressada em julgar, vocifera contra os chamados “marginais”, clamando por sua morte, como se tivessem nascido assim. Mas insisto: nenhum ser humano nasceu marginal ou contraventor; é uma sociedade doente que gera tais filhos. Todas as crianças chegam ao mundo pelas mãos de Deus — são os seres humanos e sua sociedade, e não o destino, que as corrompem.

Educação e Consciências

Preciso, rapidamente, trazer uma reflexão fundamental sobre a educação que estamos oferecendo às nossas crianças e adolescentes. A tendência atual de psicologizar excessivamente o processo educativo — sim com a intenção legítima de evitar abusos do passado, que de fato existiram — tem, infelizmente, produzido efeitos negativos. No zelo de proteger, acabamos, muitas vezes, afastando três pilares essenciais para o desenvolvimento humano: disciplina, esforço e renúncia. Sem essas bases, é impossível formar uma geração preparada para enfrentar os desafios da vida. Educação consciente é fundamental, mas não podemos abrir mão dessas virtudes estruturantes, pois são elas que moldam o caráter, a resiliência e a força interior do ser humano.

Presto AGORA uma homenagem, mas principalmente um convite à consciência. Força a cada brasileiro e brasileira! Aos professores incansáveis, aos profissionais da saúde de todas as áreas, dentistas, psicólogos, advogados(honestos) que lutam no dia a dia, enfermeiros, motoristas – tanto de ônibus quanto de caminhão ou motocicleta –, vendedores, engenheiros e arquitetos, empreendedores, donas de casa, cuidadores, trabalhadores das áreas administrativa, financeira, econômica e de tecnologia, enfim, todos os guerreiros e guerreiras deste país. São vocês, em sua diversidade, que movem as engrenagens do Brasil real, embora, infelizmente, ela seja usufruída por poucos e saqueada constantemente.

Palavras Finais

O desejo de pertencer a um grupo é natural. Sentir-se parte é desejável e saudável, até certo ponto. Porém, quando o pertencimento vira vaidade, torna-se um veneno que separa, que legitima a competição estéril e alimenta o egoísmo. Os seres humanos frequentemente caem na armadilha de crer que suas ideias, seus valores, seu grupo são superiores aos outros.

O exemplo mais claro são as religiões. Não vivemos mais em tempos que justifiquem a arrogância de considerar uma religião superior à outra. Não é admissível imaginar uma inversão onde Deus é feito à imagem e semelhança das paixões humanas, marcada por rejeição e intolerância; e não o inverso. O que se espera é que os seres humanos evoluam, e não que Deus seja reduzido a infantilidade humana. Se vivemos pensando assim, ainda estamos muito distantes de compreender o sentido da vida. Cada um tem o direito e a liberdade de trilhar o próprio caminho espiritual – todos levam ao mesmo ponto de encontro com o divino. Grupos existem para unir, nunca para excluir. A separação é invenção humana, jamais divina. Toda separação nasce do desejo de ser melhor do que o outro e se comparar ao outro. Porque no fundo, estamos todos unidos por laços divinos e não existe separação alguma, e ninguém, ou qquer grupo é melhor do que ninguém, embora não sejamos iguais

Ninguém é superior a outro por vestir uma marca de roupa específica, dirigir determinado carro, ter uma cor de pele, gênero ou orientação sexual diferente. Todas essas distinções são criações humanas – convenções estabelecidas por nossa sociedade. É fundamental entender: ou todos os seres do universo são especiais, ou nenhum ser é especial. A crença de que um ser humano vale mais do que outro, ou mesmo que somos superiores aos próprios animais, nasce de um modelo mental egoísta, narcisista e ignorante. O verdadeiro valor está no reconhecimento da dignidade única de cada ser.

Existe, sim, um caminho superior de inclusão e pertencimento: seu fundamento é a compaixão. É ela que verdadeiramente dissolve as barreiras do ego, promovendo a união real entre as pessoas. A compaixão é a fertilidade do solo onde nasce o verdadeiro amor – sem ela, o amor não passa de aparência, de apego, de mais uma arma para se sentir superior ou melhor do que o próximo.

Fomos ensinados a escolher entre extremos: entre elite e forças armadas, direita e esquerda, Estado e Mercado, Povo ou Poder. Mas isso é um grande engano. O mundo só prossegue graças ao equilíbrio dinâmico dos opostos. Não precisamos escolher anular um polo em prol do outro – podemos e devemos almejar um país em que elite, forças armadas, povo, estado e mercado sejam igualmente sólidos, fortes e íntegros. Um não precisa ser menor para que o outro seja maior. O verdadeiro governo é o que busca o equilíbrio, que age motivado pela dignidade, justiça e igualdade, e não pela obsessão de agradar doutrinas ou o poder ou privilégios.

A luz só é possível graças à existência da escuridão, e vice-versa – não há oposição, há completude. Da mesma forma, masculino e feminino não são forças rivais, são complementares, estão destinados ao equilíbrio, não à supremacia de um sobre o outro.

O brasileiro, infelizmente, ainda está preso e precisa sempre da aprovação do outro. Desconhece seu próprio valor e busca sempre uma aprovação externa. Isso foi criado em nossa infância como povo, devido ao período Buargil. Essa dependência de validação, que atravessa todas as classes sociais, precisa ser superada. É fundamental que cada um aprenda a valorizar sua essência, seu brilho único, sem esperar pelo aval do vizinho, do colega ou da elite internacional. O povo brasileiro é belo, é solidário, é forte – precisa reconhecer-se assim, aceitar sua própria luz, confiar na sua força interior.

Nossos desejos e sonhos não são superiores aos dos outros. Não existe uma receita única para felicidade e paz. Não copie, não diminua, não queira obrigar o outro a ser igual a você. A riqueza da vida está justamente na diferença, na multiplicidade de experiências e caminhos. Deus é a unidade suprema, e nós somos expressões múltiplas dessa unidade – unidos por um laço divino, iguais em valor, distintos na forma de viver e ser feliz.

Que aprendamos a agir com dignidade, respeitando o próximo com sinceridade e tendo a coragem de enxergar no outro um reflexo de nós mesmos, um fragmento da essência divina. O país só será forte quando cada brasileiro se sentir responsável não apenas pelo próprio destino, mas também pelo destino alheio – igual diante de Deus e da vida, irmãos em humanidade e como belo povo que somos.

Sou Rogério Magela, e me vejo como um espelho para que você possa enxergar a verdadeira força que existe em si mesmo.

Falar sobre mim é, na verdade, falar sobre todos vocês Brasileiros. Nunca atribuí minhas conquistas somente a mim, pois compreendo que somos resultado de muitos fatores e de um universo maior. Em minha trajetória, vivi e senti a vida por todos os seus ângulos. Por isso, a palavra que me move é compaixão e amor pelo próximo, acompanhada de humildade e gratidão diante do mistério e grandeza da existência.

Desde a infância, muitos disseram que sou arrogante. Sorrio ao ouvir isso, pois sei que, muitas vezes, confundem força e firmeza com arrogância. Quando minha família enfrentava dificuldades, precisei ser forte, precisei ser firme, e isso nunca foi soberba, mas sim necessidade de sobrevivência e resultado de muita luta. Toda vez que você furar a bolha da consciencia em que se encontra, irão te chamar de arrogante. Mas se você o fizer com humildade, logo esta ilusão do outro se desfaz.

Meu maior desafio, hoje, é despertar o povo brasileiro desse transe coletivo. Sei que é necessário muita coragem, determinação e solidez para trilhar esse caminho. Só quem vive nele conhece sua responsabilidade. E, mesmo assim, sigo com esperança consciente, porque conheço e sei o que é despertar.

É um respiro para a alma quando encontramos alguém que sustenta nossos valores, que dá voz ao que sentimos silenciosamente em nossos corações. Meu desejo, neste instante, é ser este alento para você que, por algum motivo, sente-se enfraquecido, sozinho ou em meio a dificuldades. Sei que esse é apenas um papel momentâneo, pois a força verdadeira está em você. Assumo esse papel com humildade, para que você encontre coragem de crescer, enquanto eu diminuo. Porque todo sofrimento, toda dificuldade, toda angústia passa. Mas precisamos sair do caminho que estamos para que isso aconteça e encontrar um caminho mais consciente.

E para aqueles que atravessam um ciclo feliz: sim, sorria, brinque e seja feliz, mas não deixe de ter compaixão com o próximo. Pois será justamente a medida que ajudas o próximo no momento que podia, que amenizará seus momentos de dificuldade. É um investimento no outro, cujo ganho ele recebe hoje e quando mais precisa e você receberá amanhã quando mais precisar.

Por fim, meu maior desejo seria poder abraçar cada brasileiro e sussurrar, bem perto, o quanto cada um carrega de força, de capacidade e de luz. Sou pai de filhas maravilhosas, as filhas de jó, e aprendi no abraço o gesto mais sincero de amor. É no abraço que entrego tudo de melhor que existe em mim.

Fica, então, o meu abraço a todo povo brasileiro!

Espero que logo possamos nos encontrar novamente. Isso só depende de você.

Força Sempre!

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