Episódio 6 | Que país é este?

Amigos Brasileiros,

De certa forma, parece que cada novo episódio de nossa série, tudo se repete. Encontramos os mesmos personagens e as mesmas coisas o tempo inteiro. Parece que este é resultado de um trabalho malfeito de minha parte. Que escrevo o roteiro para vocês, mas não é. Esta repetição é justamente a tese que quero demonstrar – este é o Brasil que se repete a 500 anos. É como um amigo, que toda vez que troca de carro, bate com o carro repetida vezes. Por que será que isso acontece? Pura coincidência? Você acredita nisso?

Resolvi assistir alguns vídeos de professores de nossos filhos adolescentes sobre o Brasil. Ouvi que o povo saiu para as ruas exigindo mudanças na era Vargas. Que o povo saiu para rua pedindo diretas já. Que as caras pintadas retiraram nossa presidenta do governo. E que o povo insatisfeito exigiu isso e aquilo.

Isso nunca existiu na sociedade Brasileira. Sempre que o povo saiu para as ruas, ele foi induzido, ludibriado, enganado para assim o fazê-lo. Sem ter esta consciência o povo continuará sendo manipulado.

Os intelectuais brasileiros usam Adam Smith, Karl Marx, Schopenhauer, Nietzsche, Kant entre vários outros filósofos ou economistas para enganar seu povo. Infelizmente nosso povo é ignorante no sentido educacional, mas não de sabedoria. Nosso povo é bem sabido. Porque quem sofre acabado desenvolvendo a sabedoria da vida.

Mas o pior, é que a elite acredita nessa falácia toda dos intelectuais. A elite Brasileira acredita firmemente que o intelecto vazio, alimenta o estômago do povo. E por que ela acredita nisso? Porque não é ela que passa fome.

Convivi nos corredores de universidades de elite e com empresários de elite. Ouvia constantemente estas pessoas discutindo sobre intelectuais, falando da pobreza do mundo, das atrocidades da Rocinha(uma favela do Rio no meio da elite), da injustiça e da desigualdade, e faziam isso enquanto comiam um saboroso sushi e sashimi.

Sim, nossa elite possui muito conhecimento teórico sobre a vida, porque tem e teve os devidos recursos para pagá-lo, mas lhe falta toda sabedoria e um total senso de empirismo prático. Nossa elite é capaz de fazer A para seguir a cartilha de alguma intelectual de mercado e deixar seu povo todo passando fome, do que fazer B e garantir comida no estômago de seu povo.

Falta-lhe consciência de seus privilégios, para que perceba que nenhuma teoria importa se ANTES não trouxe igualdade, justiça e menos sofrimento para seu povo.

É preciso diferenciar AÇÃO de REAÇÃO. Mudanças REAIS não vem de REAÇÕES, mas de AÇÕES conscientes.

Ao reagir, você é manipulado por interesses maiores. Ao longo da história, o povo foi manipulado para ir às ruas sob falsos pretextos. Foi assim sempre ao longo de nossa história. O povo sempre saiu paras ruas ou reagiu conduzido de forma mentirosa, pelos poderes vigentes. Quando a elite ou as forças armadas ou os políticos precisam do povo, eles assim demandam, usam a mídia para isso e o povo, manipulado, vai para as ruas pedir alguma coisa.

Fizemos impeachment de 2 presidentes. Quem retirou estes presidentes? Foi o povo? Vocês acreditam nisso? É claro que não. Existiam interesses profundos que estes presidentes representavam, e suas saídas foram decididas antes pela elite e a classe política, depois se chama o povo para legitimá-la. O povo, e a classe média sempre legitimam os interesses da elite.

Qual a culpa de nosso país ser assim? São dos políticos ? 99% dos brasileiros vão responder que sim. UM MOMENTO: vamos dar uma parada rápida aqui, porque ainda não é o momento de abordarmos o sistema político brasileiro e seus 3 foderes. Sim, os poderes brasileiros devem ser escrito com F porque é isso que eles fazem com o Brasil.

O que faz um país forte? Vocês acreditam que os políticos dos países desenvolvidos são mais conscientes? Eles vão para o vaticano rezar ou tem sessões com Dalai lama? É claro que não, o que faz esses países serem forte, é o seu sistema jurídico. O que preveni um país do saqueamento pela elite e pelos políticos deveria ser o poder judiciário. E se o país, se o Brasil, é o país que somos hoje, é porque nosso sistema judiciário é muito falho. Olhamos o tempo inteiro para os políticos, e os culpamos, mas se nosso sistema judiciário os colocassem na prisão, este país iria decolar. Portanto Brasileiros, a febre, a dor no corpo é um sintoma apenas. Nossa febre é Brasília e seu sistema político. Já a causa real de nossa doença está no sistema judiciário brasileiro.
Pergunto: Uma criança já nasce bandida? Uma criança já nasce consumindo droga? Uma criança já nasce um contraventor? Uma criança já nasce um mendigo? Vamos continuar nos fazendo de cego para a interdependência do universo? Quando a elite e nosso sistema político e seus 3 poderes, roubam o país, com sua falta de consciência, eles estão criando crianças famintas e contraventores no país. Deus não tem nada a ver com isso, somos nós, nossa sociedade. Lembre-se sempre disso, para cada ilicitude de nossa classe mais privilegiada ou política, para cada liberação de nosso judiciário para tais ilicitudes, para cada cumplicidade da classe média a tais acontecimentos, estamos tornando crianças que acabaram de nascer bandidas, famintas e desgraçadas. Tudo isso está conectado.

Os intelectuais brasileiros sempre foram submissos aos intelectuais das grandes nações, as chamadas de 1o mundo, que saquearam todo o planeta, escravizaram todos os povos, e roubaram suas riquezas. Da mesma forma que a classe média, vende sua alma, e se tornou o lacaio ou guarda costas da elite fraudulenta, nossa elite, é o lacaio e guarda costas dos interesses dos países mais ricos e de suas teses. Nossa elite não tem identidade, se contenta em ser uma sombra, da elite destes países mais ricos. E como um verdadeiro superego tirânico, joga sua furia contra o seu próprio povo.

Esta mesma elite vem com falácias de economia de mercado, neoliberalismo entre outros teorias produzidas para manter o previlegios da própria elite. Os intelectuais da classe média, para ganhar a benção da elite, concordam com tais estupidez e repetem como um papagaio os mesmos mantras legitimando como verdade que o poder e os privilégios permanecem na mão de quem já estão.

Ora bolas, vou pegar 3 exemplos aqui: Japão, Alemanha e China. Sim, sei que falar em China é um problema, mas mesmo assim trago aqui.

Quais destes países aceitaram vender todo o patrimônio nacional e suas riquezas para os países ricos? Nenhum deles. E por que deveríamos? Colocar nossas riquezas a venda enquanto somos pobres como nação implica em perdê-las antes de sermos capazes de recuperá-las. Ou seja, implica literalmente manter a desigualdade e as injustiça, e por outro lado, os privilégios da elite atual.

Compreendam o seguinte. Na época do presidente Fernando Henrique, muita coisa foi privatizada. Pergunto: para onde foi este dinheiro? Nunca foi para o povo. E nunca irá para o povo. Este dinheiro sumiu. Evaporou. E quem era rico ficou ainda mais rico. E quem era pobre, ficou ainda mais pobre. Provando, novamente, que estas teorias de mercado são uma balela completa.E digo mais, muitas privatizações trabalham como o modelo bancário. Ou seja, se dão lucro, é dos seus donos, se dão prejuízo, o estado tem que subsidiar. Assim é fácil ter uma empresa. Se dou lucro, o dinheiro é meu, se dou prejuízo, o estado cobre. PERFEITO.

O outro lado da história é um estado 100% ineficiente, fraco, desmantelado, inchado e quebrado; como é o estado Brasileiro. A grande maioria das coisas que são públicas no Brasil são horríveis. Nosso estado não tem a mínima capacidade de entregar algo valioso para nosso povo. É uma verdadeira tragédia. O patrimonialismo lá da época do BUARGIL reina, onde pessoas, dos 3 sistemas políticos do Brasil, se apossam de tudo que é público, em prol de sua própria família e de seus amigos.

Uma regalia criminosa e vergonhosa destes excelentíssimos doutores do Brasil. E pior, que todos eles, estarão firmes em suas igrejas aos domingos, recebendo homenagens entre um sermão e outro.

Vocês realmente acham que falta dinheiro para saúde? Que falta dinheiro para segurança? Para as estradas? Para nossos hospitais ou crianças morrem diariamente? Sou empresário desde os 15 anos embora na minha época o sonho dos jovens formandos era trabalhar na Petrobrás, Vale do Rio Doce ou IBM. Dei as costas para tudo isso, abri, que eu saiba, a primeira empresa de Engenharia de Computação do país, e logo a vendi em 1997, abrindo outra em seguida e também a vendendo em 1999. Quando nem se ouvia falar em “exit” das empresas e todos me chamavam de louco.

Digo com toda certeza para vocês: o problema do Brasil não é a falta de dinheiro, e sim a falta de gestão e toda fraude de nosso sistema. Quando a elite se opõe a aumento de impostos ela está certa, aumentar imposto para que? Para roubar ainda mais e manter estados ineficientes? Esqueçam essa falácia. 100 bilhões, 500 bilhões e 1 trilhão de reais não seriam suficientes para saúde Brasileira. Porque 90% desse dinheiro seria desviado ou pelo roubo ou para pagar os privilégios de um estado patrimonialista . Então Brasileiros, parem de se iludir. Nosso estado é horrível e uma vergonha. E isso também precisa ficar claro.

Você provavelmente acredita que hoje é segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingo. Ou olhando para um relógio que agora são duas da tarde. Ou que estamos no mês X, por exemplo, Julho. E que o ano que vivemos é 2025 ou outro qquer. Tudo isso NÃO existe. Sim, tudo isso é apenas um modelo do mundo. Ter 7 dias por semana é uma conveniência matemática e física para nos organizar. Tudo são convenções. O que temos hoje é um modelo do mundo, um mundo chamado simbólico. E por isso, ele esta doente. Agora, o mundo REAL, infinito, longe das convenções humanos ainda está aí, pulsando para ser descoberto. Neste mundo REAL olhamos para o céu o que temos são as estrelas e seu infinito. Hoje é o dia que que quiser que seja. E sempre farei deste dia o melhor de todos.

Para que acumular tanta riqueza se em breve você virará pó? A vida é uma grande miragem que passa muito rapidamente. De fato, não somos dono de nada, não temos posse alguma, qualquer status social é irrelevante. Criamos um modelo de como o mundo funciona, e ficamos preso neste modelo, e por isso sofremos tanto.

O brasileiro nasceu correndo desde bebê, e de fato, não sabe por que corre. Ele não parou para entender por que corre. O povo não entendeu sua força, a elite não tem consciência, os políticos se consideram acima da lei, e o judiciário acreditou sim, que é cego e se comporta como tal. Podemos continuar neste jogo que só traz sofrimento, desigualdade e injustiça ao povo brasileiro. Ou podemos acordar de todo este sonho maluco que estamos. Em breve, vos garanto, nenhum de vocês que me ouve hoje estarão vivos. Aliás, afirmo que todos vocês estarão mortos. Como eu estarei.

Quem não sabe morrer, não sabe viver. Precisamos fazer o exercício valioso de pensar no mundo depois que não mais estarmos aqui. Assim, nosso egoísmo, narcisismo, vaidade vão embora. Percebermos a loucura que é toda esta besteira que vivemos. Somente com a consciência do infinito, a compaixão nasce em sua plenitude, e somente ela tem força para sustentar o amor. O amor da sociedade atual é de fato um egoísmo profundo, uma vaidade profunda, uma sensação de posse e com isso separação de todos contra todos.

O período pós ditadura militar poderia ser usado para transformar o país. O sofrimento imposto pela ditadura a própria elite, poderia ter trago mais consciência para todos os brasileiros. Mas não foi isso que aconteceu. Estabilizamos a economia com o plano real, mas perdemos uma grande oportunidade de criar estruturas mais sólidas. Fernando Henrique sai do governo e entrou o presidente Lula. E a partir daqui teremos um confronto que também poderia mudar o país. Mas não foi isso que aconteceu, como ainda veremos.

Meus amigos brasileiros, antes você poderia estar ignorante de tudo isso. E portanto, tinha uma justificativa mental em não fazer nada, pois era inconsciente das forças que te prendiam. Agora, não mais. Agora você está consciente do que era antes invisível ao seu olhar. Mas agora você tem uma escolha. A decisão agora é sua, e esta sim, vai te marcar por toda eternidade.

Amigos Brasileiros,

É hora de acordar. Não podemos continuar aceitando passivamente todo descaso com nosso povo. Se continuarmos apáticos e isolados continuarão nos roubando mais que dinheiro, mas nossas vidas. Nosso passado, nosso presente e nosso futuro. E estaremos deixando para nossos filhos um sofrimento perpétuo, injustiça e desigualdade.

A libertação deve começar em si mesmo. Porque são as mentes dos brasileiros que ainda estão presas. Precisamos nos libertar. Cada um de nós. Só existe uma liberdade – a liberdade da mente. Se você é refém em sua própria mente, é refém de tudo, até mesmo de seus próprios desejos.

Preciso que venha comigo. Episódio a Episódio. Temporada a temporada. Porque nesta série o final depende de você.


Meus queridos amigos, hoje compartilho com vocês mais uma parte de minha jornada de minha vida pessoal.

Este resumo, como qualquer outro, não fará jus ao caminho que trilhei. Jamais poderei expressar ao leitor as dificuldades do caminho. Perdi mil vezes para cada vitória. Meu espírito quebrou inúmeras vezes. Chorei inúmeras vezes. Sofri e me angustiei inúmeras vezes. A narrativa do herói e do sucesso é uma ilusão que prefiro não sustentar e não me cabe. Minha mente, como todas as outras, irá procurar sempre o melhor ângulo, e olhará para trás tentando justificar todas as minhas falhas e os erros. Tudo bem, ela sabe que eu sei. E isso é o suficiente.

Olhando para trás entendo que minha visão holística do universo começou em 1987 nos meus 15 anos de idade. Em um dia, tive a firme convicção de estudar sobre tudo. Absolutamente tudo que estivesse ao meu alcance sobre o universo. Essa decisão não me permitiu recuar frente aos desafios. Pois geralmente continuamos aquilo para o qual temos o retorno do mundo, ou seja, fazemos aquilo em que somos bons e largamos de lado o que nos frustra pela nossa falta de habilidade. Tive que continuar nas vitórias, mas fundamentalmente nas grandes derrotas de minha vida.

Estudei bastante meu ídolo científico da época, o grande Sir Isaac Newton. Passei ainda por Arquimedes, Galileu e vários outros. Estudei realmente a fundo a matemática, física e química. Criando coisas bacanas na minha adolescência como um relógio solar, e fazendo mágica com a química e física.

Mas foi Darwin que me ensinou a ser honesto mais com o mundo do que comigo mesmo. Isso porque duvido muito que ele esperava encontrar o que encontrou e, além disso, entregar ao mundo o que ele mesmo não queria entregar. E foi corajoso ao não tentar reduzir o que encontrava às suas crenças infantis. De outra forma, quando se é honesto somente com você mesmo, é enganado pelo seu egoísmo e narcisismo, pois sua mente sempre o convence de que você está certo e os outros errados.

Outra decisão importante foi no domínio da religião. Ora, se todos falavam tanto da Bíblia, e pelo que eu via ninguém a tinha lido, por que não a ler? E quem era Jesus, que tanto ouvia falar? Firmei o simples propósito de ler a Bíblia e assim o fiz. Do início até o final. Minha surpresa foi ao final ver um Jesus totalmente diferente do que ouvia em minha infância. O mesmo valendo para vários outros heróis da Bíblia. Fui marcado por essa leitura, e percebi logo o grande desconhecimento do público geral também aqui.

O estudo bíblico me levou a outras religiões. Naturalmente o Torá Judaico e o Alcorão Islâmico também foram lidos por mim. Livros belíssimos e cheios de sabedoria.

Em seguida, depois de conseguir vencer grandes batalhas e o fogo do inferno em minha própria mente, cheguei ao hinduísmo. Lendo o Mahabharata, Upanishads e Bhagavad-Gita. Foi um choque. Um mundo novo. E simplesmente maravilhoso.

Neste momento, resolvi estudar todas as principais religiões do mundo. Sendo assim, li toda a obra de Alan Kardec, entre várias outras obras, como os Essênios e doutrinas como a de Helena Blavatsky.

A esta altura, ainda com vinte e poucos anos, já tinha o conhecimento de praticamente todas as religiões. E não por ouvir dizer, e sim por ter lido na fonte. Na sua essência. Sem intermediários.

Resolvi então me dedicar aos filósofos. E li obras pontuais de Platão, Sócrates, Aristóteles, Descartes, Kant. Dedicando-me mais fortemente nas obras de Nietzsche e Schopenhauer, embora tenha lido sobre vários outros. Como por exemplo, Meditações de Marco Aurélio.

Para fazer tal façanha acima, tive que morrer inúmeras vezes. Lutar comigo mesmo centenas de vezes. Cair inúmeras vezes. Em momentos de puro êxtase, minha mente queria ficar, descansar e adotar uma “ideia” como verdadeira, mas a outra parte não deixava. Tínhamos que ir adiante. Até onde? Não sabia, mas parar não. Sendo assim, deixava para trás mais uma religião, mais um dogma científico, mais um conforto, mais uma ilusão. Para continuar minha caminhada no caos de estar vivo e em toda a sua angústia.

Neste momento de minha vida, decidi fazer uma viagem. Duvido o leitor imaginar para onde fui. Índia, é claro. Nessa época, em 1999, fazia parte de um grupo seleto de meditação yoga. Resolvi com eles ir para Delhi.

E aqui nasceram duas coisas: enxerguei o véu de Maya e ao mesmo tempo fui capturado pela psicanálise freudiana, junguiana e lacaniana. E quando estes mundos, e o mundo científico reclamaram CADA um para si, ser o dono da verdade, minha mente entrou em choque e colapsou. Esta segunda parte trarei em nosso próximo episódio.

Aqui quero deixar um ponto fundamental para você que me ouve. Primeiramente agradecê-lo. De fato, sempre ouvi que era impossível fazer o que eu queria. E fui deixando para trás, impossível atrás de impossível, e se estou aqui falando para você, que também me disseram que era impossível, é porque minha mente não aceitou rótulos.

Tem uma coisa de que nunca desconfiamos. Sorrateiramente ele se instala em nossa mente, foge do nosso olhar, se esconde em nossos pensamentos, se camufla, se torna invisível, some e desaparece e é difícil de ser pego. Achamos que somos conduzidos por um EU, mas de fato, somos conduzidos por eles.


1. Brasil: Rogério, às vezes penso que somos vítimas de nossa própria história, que estamos condenados a repetir os mesmos erros. Será que não temos saída?

Rogério: Brasil, reconhecer que carregamos um peso é o primeiro passo para a transformação. O segundo é largá-lo. Não somos meros produtos do passado, mas agentes de nosso futuro. Precisamos nos libertar da narrativa de vítima e assumir a responsabilidade de escrever um novo futuro. Isso começa com a consciência de que mudanças exigem ação coletiva e coragem para enfrentar os desafios.

Além disso, precisamos aprender a olhar para nossa história com compaixão e sabedoria. Os erros passados oferecem lições valiosas, mas é fundamental não nos aprisionarmos neles. Devemos usar essas lições como combustível para a mudança. Essa transição requer que cada um de nós se torne um catalisador de transformação, inspirando aqueles que estão ao nosso redor.

A liberdade se inicia na capacidade de enxergar além das limitações impostas. Quando cada brasileiro desperta para seu potencial, juntos podemos redescobrir a força que nos une. Essa jornada é construída sobre a autenticidade, que desafia o status quo e é incentivada pela certeza no poder transformador do nosso povo.

Por fim, precisamos cultivar uma cultura de esperança consciente, e não esperança ignorante. A esperança ignorante que nos faz esperar passivamente ATÉ A MORTE. Já a esperança consciente nos impulsiona a agir AGORA, neste exato momento. Concentre-se em pequenos passos diários, e o impacto coletivo será extraordinário. A saída sempre esteve dentro de nós, aguardando o momento certo para se manifestar.

2. Brasil: Sinto que há uma intensa divisão entre nós, uma constante batalha interna. Por que estamos tão separados?

Rogério: Brasil, essa separação é fruto de narrativas que foram plantadas para nos dividir, mantendo-nos reféns de uma falsa dicotomia entre nós. Na atual narrativa, seja na direita seja na esquerda o Brasil continuará sendo um país injusto e desigual. Portanto, temos que deixar de ser ou ignorantes ou teóricos e fazer valer uma politica de resultado e não de crença, seja acadêmica ou religiosa. O que vale é o povo sem fome, com justiça e igualdade e não estar certo baseado em alguma verdade particular.

A unidade é forjada no reconhecimento de que temos mais em comum do que imaginamos. Ao nos concentrarmos em nossa humanidade compartilhada, e em nosso passado comum como Brasileiros que somos, podemos superar as barreiras que nos separam. Isso exige que ouçamos uns aos outros com empatia e que cultivemos uma cultura de respeito e cooperação.

Superar essa divisão requer uma profunda investigação sobre nossas identidades individuais e coletivas. Precisamos integrar nossas diferentes histórias, vozes e experiências em uma experiência rica e inclusiva. Precisamos fazer de nossa diversidade uma força que incentive a verdadeira transformação.

Finalmente, é precisar criar um novo imaginário coletivo, onde a justiça e a igualdade são os pilares fundamentais. Isso demanda uma prática diária de pensamentos resolutos e compaixão, onde cada ação visa construir uma nação mais solidária e consciente. Ao reconhecer nossos objetivos comuns como pontos de encontro, podemos começar a construir pontes, em vez de muros. Para se manifestar no mundo, antes tem que se manifestar na mente.

3. Brasil: Rogério, por que parece que estamos presos em um ciclo de ineficiência e desigualdade?

Rogério: Brasil, esse ciclo é alimentado por histórias e estruturas que se perpetuaram ao longo do tempo. Somos herdeiros de uma cultura que premiou a inércia sobre a ação, e a desigualdade sobre a justiça. Quebrar esse ciclo exige um despertar da consciência coletiva e um compromisso genuíno com a transformação.

Devemos nos desafiar a olhar além dos sintomas e encontrar as raízes que sustentam essa ineficiência. A mudança real ocorre quando estamos dispostos a romper com nossa ignorância, priorizando o bem comum em vez de interesses próprios. Requer a coragem de romper com o que sempre foi feito e lutar para encontrar um novo caminho.

Para isso, é necessário cultivar a visão de um Brasil em que a justiça e a equidade são uma prioridade para todos. Isso implica em criar oportunidades e eliminar barreiras, empoderando aqueles que foram marginalizados, e garantindo que cada cidadão possa participar plenamente no futuro do país.

Finalmente, é preciso que nossa ação seja acompanhada de consciência constante. O futuro que desejamos deve ser construído a partir de uma plataforma de responsabilidade social onde cada decisão tomada hoje reflete nosso compromisso com as gerações futuras. É um ciclo novo, de esperança consciente e de colaboração honesta e sincera.

Precisamos como povo trocar nossa visão negativa de nosso país por uma visão positiva. Precisamos manifestar na mente o Brasil que queremos para nós, para nossos filhos e netos, e para as próximas geração de Brasileiros.

4. Brasil: Como podemos transformar essa desesperança generalizada em ação positiva?

Rogério: Brasil, a transformação da desesperança em ação positiva começa com uma mudança na perspectiva. Quando aceitamos que somos parte da solução, em vez de apenas vítimas de circunstâncias, a esperança ressurgirá. É preciso que cada brasileiro veja seu papel na construção de um país mais justo e igualitário.

Devemos incentivar o espírito de colaboração e solidariedade, onde cada ação, por menor que seja, contribua para um impacto maior. A energia coletiva pode ser direcionada para criar projetos que beneficiem nossas comunidades e promovam a mudança social. É uma mudança que começa no individual, mas rapidamente se expande para o coletivo.

É também necessário criar estruturas que suportem essa ação positiva. Estabelecer ambientes e sistemas que incentivem a inovação, o empreendedorismo e a criatividade é crucial. Devemos dar as ferramentas e as condições necessárias para que o potencial de cada cidadão seja explorado ao máximo, criando caminhos para o desenvolvimento de nosso país.

Quando todos têm um norte claro e se sentem inspirados, a desesperança é substituída por determinação e coragem para agir. Da mesma forma que atitudes negativas se espalham, atitudes positivas também.

O Brasil esconde brasileiros geniais. Presenciei isso com meus próprios olhos. O que não temos é um ecossistema que explore este potencial. Quando conseguirmos fazer a elite enxergar seu próprio povo, e o povo parar de se lamentar e agir, e reorganizarmos o sistema político Brasileiro e seus 3 poderes, estaremos prontos para assumir o protagonismo mundial, que de fato, o mundo espera que façamos.

5. Brasil: As vezes fico muito dividido. Não sei se sigo a direita ou a esquerda e isso consome minhas forças.

Rogério: Brasil, para resolver um problema sem solução é necessário mudar a perspectiva. As palavras, crenças e teorias são apenas símbolos criados pela linguagem. De fato, estas coisas não existem, não são reais, foram criadas pelos seres humanos para defender seu interesses, ou seja, suas verdades, ou seja, seus privilégios.

O balizador de sua visão deve ser a dignidade humana, a justiça, a igualdade e o povo com sua barriga cheia. Portanto, vos digo: a esquerda tem muitas coisas boas, porque representa um movimento original de igualdade e uma forte visão social, mas possui uma visão de mundo bastante equivocada em vários aspectos. Basta olhar a natureza e ver como ela funciona, perceberá grandes erros de uma visão ortodoxa esquerdista.

Por outro lado, a direita também possui muitas coisas boas, uma visão mais alinhada a natureza, no valor, no ganho e nos princípios fundamentais do crescimento. Por outro lado, peca vergonhosamente em acreditar em suas frágeis teorias de mercado e de capital, repetida como um papagaio, é o melhor para todos os seres. Como sabemos, melhor para eles, que detêm o capital, ou seja, são ricos, não passam fome, viajam em seu jatinho, e passam férias em seu iate.

Brasil você tem uma grandeza que desconhece. Uma força latente ainda adormecida. Quem te falou que você precisa seguir um destes 2 caminhos? Seu caminho deve ser trazer dignidade, justiça e igualdade ao nosso povo. E não estar certo ou seguir qualquer cartilha. Como potência que és, deve fazer valer o que beneficia seu povo, se isso é de direita ou esquerda, não faz a menor diferença. O farol é o crescimento digno de um novo Brasil.

Abandone estes símbolos toscos que apenas dividem. A sabedoria está no REAL que antecede as teorias humanas. Qquer teoria que mate uma criança, faça jovens entrarem para o crime, mate uma mãe de fome, ou retire de um ser humano sua dignidade infinita de filho ou filha do altíssimo, deve ser visto como um mero brinquedo humano fruto de seu egoísmo infantil e narcísico. O universo é infinito. Oh Brasil! Levanta-se e andas.


Qual a identidade dos Brasileiros? Não no sentido corriqueiro ou menos formal, mas sob o ponto de vista psicológico, ou melhor, psicanalítico. Olhem esta imagem por alguns instantes. Identifiquem 3 instâncias fundamentais para definição de uma identidade: superego, ego e id. Mas o que seriam tais coisas, você me pergunta. Não sei nada de psicologia nem psicanálise, então não entendo.

Sim, este não é meu objetivo. No entanto, farei um exercício importante aqui. Fique atento comigo.

Em primeiro lugar, veja que o EU é um arco íris. O que isso significa? Que o EU é interdependente como um arcoiris. Um arco íris somente se forma se tiver luz, água e um ângulo específico de refração. Nosso EU como indivíduos também. E dependendo de como foi registrado em nossa mente infantil e adulta estas 3 instâncias, superego, ego e id, o EU será de um jeito ou de outro.

Farei agora mais um exercício. Irei na internet ou alguma IA e pedirei para ele me definir um SUPEREGO tirãnico. Irei resumir aqui os pontos mais relevantes de sua resposta:

Instância psíquica que exerce um controle excessivo e rigoroso, impulsionando o indivíduo a sentir culpa, remorso e ansiedade em excesso, e a agir de forma inflexível e moralista. Esta instância, que internaliza as regras e valores sociais e parentais, pode tornar-se excessivamente punitiva e crítica, dificultando o desenvolvimento saudável da personalidade.

Um superego tirânico pode manifestar-se através de:

Excessiva culpa e remorso: O indivíduo pode sentir-se constantemente culpado pelas suas ações e desejos, mesmo que não tenham causado danos a ninguém.

Ansiedade e medo: O medo de errar ou de não atender às expectativas sociais pode gerar ansiedade e tensão constantes.

Moralismo e rigidez: O indivíduo pode tornar-se extremamente moralista, criticando a si mesmo e aos outros, e resistindo a mudanças e a novas experiências.Problemas de relacionamento: A falta de flexibilidade e a dificuldade em lidar com as diferenças podem levar a problemas de relacionamento, tanto com os outros como consigo mesmo.

Bem, agora farei o mesmo exercício, pedindo para que ele defina um ego inflado. Segue o resumo:

Refere-se a uma autoimagem exagerada e uma visão de si mesma como superior ou mais competente do que os outros, frequentemente acompanhada de autoconfiança excessiva e necessidade de reconhecimento constante. Essa condição pode ser caracterizada por arrogância, dificuldade em aceitar críticas e uma tendência de dominação. Em alguns casos, um ego inflado pode ser um sintoma de narcisismo, um transtorno de personalidade que se manifesta por uma necessidade profunda de atenção e admiração, com pouca ou nenhuma empatia por outros.

Falta de empatia:

Dificuldade em entender ou se colocar no lugar dos outros, o que pode levar a comportamentos agressivos ou desconsiderados.

Resistência a críticas ou feedbacks:

Não consegue aceitar críticas de forma construtiva, buscando sempre uma resposta desproporcional ou justificativa para as falhas.

Dificuldade em admitir erros:

Não consegue reconhecer seus erros ou falhas, e pode se tornar defensiva ou agressiva quando questionada sobre sua conduta.

Tendência a dominar conversas ou discussões:

Busca sempre estar no centro das atenções e controlar a conversa, não permitindo que outros opinem ou se expressem.
Imagine agora você tendo de uma lado, um superego tirânico de um lado, no Brasil sendo representado primariamente por nossa elite. E do outro lado, por um ego inflado, no Brasil, sendo representado principalmente pelas forças armadas. Por outro lado, sua criatividade, inocência, humanidade, espontaneidade, representada em nossa imagem pelo Id, seja sempre reprimida, oprimida, destruída, marginalizada, desacreditada e aniquilada.

Que EU, ou identidade, poderá sair de tal quadro? Está claro que este EU cresceria severamente comprometido. E qual o sintoma final deste quadro? Ou em outras palavras, que tipo de criança seria esta se vivesse em tais condições? A resposta está clara para você Brasil? Provavelmente ainda não.

Se eu lhe der a resposta, sem que você percorra esse caminho ao meu lado, você se voltará contra mim e deixará de assistir estes vídeos. A resposta está diante de você, mas nenhum analista ou psicólogo poderia simplesmente revelá-la. É necessário que você experimente e sinta intensamente: vivencie, chore, sorria, grite. Quando esse momento chegar, a compreensão surgirá e você despertará, preparado para, junto comigo, transformar o Brasil.

Nesse percurso, gradualmente lhe ajudarei a desvendar a realidade, guiando-o a introspecções necessárias para que você reconheça e ressignifique as correntes que o prendem, que o fazem evitar a ação e responsabilizar o outro pelo seu sofrimento. Em breve, você se levantará à noite com uma fervorosa ânsia de mudança, como se tivesse sido atingido por um raio.

Até que chegue esse momento, peço que permaneça comigo, mesmo que o medo, a insegurança e a ansiedade o circundem. Essas são justamente as barreiras que estamos aqui para enfrentar juntos.

Até lá, vou gradativamente levando você a olhar para dentro de si. Reconhecer e ressignificar as correntes que o prendem e que o impedem de agir. Muitas vezes fugindo da luta, se entregando a lamentações, culpando os outros pelo seu próprio sofrimento ou de nosso povo e fugindo da responsabilidade que nos cabe como cidadãos brasileiros.

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