Meus amigos brasileiros,
Neste episódio falaremos sobre um capítulo sombrio da história brasileira, o período da ditadura ou regime militar que se instaurou em 1964 e perdurou até 1985. Um tempo em que o Brasil, novamente, viu seus sonhos serem destruídos e a liberdade ser colocada de lado. Este foi um período marcado por opressão, repressão e sofrimento, onde as vozes de muitos foram silenciadas. Este foi um tempo de opressão, onde o povo mais uma vez se viu como mero coadjuvante, sufocado por uma narrativa imposta, enquanto a elite e as forças armadas brigavam pelo controle do poder.
A ditadura militar se apresentou como uma solução para a crise política e econômica da época, mas, na realidade, foi a consolidação de um controle autoritário e brutal. As esperanças de transformação foram rapidamente substituídas por um regime que não tolerava discordâncias. Sob o pretexto de combater o comunismo, o governo militar instaurou uma era de medo e censura, onde a população vivia em constante vigilância.
Antes de adentrarmos neste período, precisamos relembrar um período muito importante na história Brasileira, que foi o que aconteceu pós era vargas e antes do regime militar e o golpe de 1964. Afinal de contas, porque existiu o golpe militar? Os militares acordaram em plena manhã de 31 de março de 1964 e resolveram tomar o país? Qual era o contexto do período que vai da era Vargas e Pós Vargas que justificam e de fato explicam o golpe de 1964. Precisamos entender este contexto, sem ele, parece que os Militares ficaram loucos e tomaram o país, o que de fato, não foi o caso.
Durante o período entre 1946 e 1964, o Brasil viveu uma tensão latente entre dois grandes poderes: a elite tradicional e as forças armadas. Ambos grupos disputavam a influência e o poder sobre o futuro da nação, enquanto o povo brasileiro, como sempre, permanecia como um mero espectador. Essa dualidade era exacerbada pelo contexto global da Guerra Fria, onde o mundo oscilava entre o capitalismo, liderado pelos Estados Unidos, e o socialismo, com a União Soviética à frente.
As forças armadas, fortalecidas na era Vargas, viram no regime militar uma forma de manter e ampliar sua influência. Eles se apresentavam como os guardiões da ordem e da segurança nacional, defendendo os valores capitalistas contra a ameaça comunista. O seu fortalecimento trazia consigo uma narrativa de estabilidade e defesa da “moral e bons costumes”.
Por outro lado, a elite tradicional, composta por industriais, banqueiros, grandes proprietários de terra e líderes políticos ligados ao capital, buscava retomar seu papel dominante. Esse grupo via nas políticas populistas e nas reformas propostas pelos governos uma ameaça ao seu status e privilégios. Eles temiam que as reformas sociais e econômicas redistribuíssem o poder e criassem uma sociedade mais igualitária. Ou seja, a elite Brasileira atuando para conter qualquer iniciativa de igualdade e justiça para o povo, enquanto acumula todos os privilégios para si mesma.
Nesse cenário, o povo brasileiro encontrava-se em meio a um jogo de forças que pouco se interessava para suas verdadeiras necessidades. Enquanto a elite e as forças armadas lutavam por controle, a massa popular permanecia à margem das decisões que impactavam suas vidas. A mídia, por sua vez, atuava como um veículo de manipulação, alinhado a interesses específicos e reforçando narrativas favoráveis a um ou outro grupo.
Psicologicamente, essa constante oscilação de poder e a dificuldade em nossa economia gerou um estado de impotência e frustração no povo. A sensação de ser deixado de lado, uma experiência constante de nosso povo, criou um ambiente de alienação, onde os brasileiros pouco podiam influenciar o rumo do país. Essa passividade forçada, alimentada por uma mídia controlada, contribuiu para um sentimento de desânimo e apatia política. O que de fato, aceitamos até hoje. Na época, como hoje, assistimos diariamente publicações onde o poder público, o judiciário, os políticos, e a elite, saqueiam o país na nossa frente. Literalmente na nossa frente, e seguimos nosso caminho como povo, abaixando a cabeça em uma apatia total. A única coisa que fazemos é reclamar do outro, ou colocar a culpa em alguém.
Esse ciclo de poder exacerbava tensões sociais, limitando a capacidade do povo de se organizar e lutar por seus direitos. Isso gerou uma dependência tóxica dos brasileiros por líderes que prometiam segurança em troca de liberdade. O medo constante de mudanças abruptas encorajava a aceitação de regimes opressivos como uma necessidade.A dificuldade de romper com esse ciclo tornou-se uma carga pesada na psique coletiva, criando gerações de brasileiros que aprenderam a viver com a incerteza e o medo de se manifestar. A coação e a repressão tornaram-se companheiras constantes, impedindo o crescimento de uma consciência coletiva de poder popular.
A elite econômica do país, enquanto buscava manter seus privilégios, era acusada de ignorar as necessidades básicas do povo, contribuindo para um sentimento de desesperança e abandono[algo mudou aqui?. Vou repetir: xxxxx]. Para muitos brasileiros daquela época, a situação parecia insustentável, alimentando o desejo por uma intervenção que impusesse ordem e trouxesse estabilidade.
Dentro deste contexto, os militares emergiram como uma instituição percebida como incorruptível e capaz de restaurar a segurança e a moralidade da nação. O golpe foi visto por muitos como uma ação para livrar o país de uma liderança política e sua elite que, em sua percepção, estava desprezando o Brasil em prol dos seus próprios interesses. É incrível como tudo aqui se aplica nos dias atuais, concorda?
Embora o regime militar tenha trazido anos de censura e opressão, é importante reconhecer que para MUITOS, ele inicialmente representou uma esperança de resolver os graves problemas que enfrentavam. A promessa dos militares era de um governo forte, focado em crescimento econômico e na manutenção da ordem.
Até hoje, esse sentimento de desilusão com a classe política e nostalgia pela ordem prometida pelos militares mantém viva, em algumas pessoas, a ideia de um retorno ao regime militar. Em tempos de crise, a percepção de que as instituições democráticas são incapazes de oferecer soluções eficazes alimenta esse desejo.
Para muitos que ainda vivem em desigualdade e injustiça, que de fato representam a maioria dos brasileiros, e que veem a corrupção permeando as estruturas do poder, a presença dos militares é vista como um possível remédio para um sistema que parece irremediavelmente corrupto e falho.
Contudo, é crucial lembrar que a verdadeira solução para as mazelas do Brasil não está no retorno ao autoritarismo, mas no fortalecimento das instituições democráticas e no despertar de uma consciência coletiva que busque justiça, igualdade e real transformação. É pela educação, consciência e união que o povo brasileiro encontrará seu verdadeiro caminho de grandeza, sem precisar repetir os erros do passado.
Mas então, Rogério Magela. Explique melhor o que podemos esperar? Como sair deste impasse?
O verdadeiro caminho para a transformação do Brasil não reside na defesa do autoritarismo nem na manutenção de uma democracia de fachada que serve à elite. A solução está no despertar do povo brasileiro, que deve romper com a apatia de mero espectador e assumir o protagonismo de sua história. É hora de reconhecer que somos os agentes de nossa própria mudança, e que só com consciência e ação coletiva poderemos conquistar a justiça e a igualdade que merecemos. Chega de sermos manipulados por narrativas que apenas perpetuam o poder, ora com a elite e seu desprezo pelo povo e sua ganância por seus privilégios, ora com os militares que não foram treinados para governar um país e não lhe cabe esta função.
Esta apatia se enraizou em uma sensação de impotência arraigada pela repetição de promessas não cumpridas. Quando se vive em um ambiente onde a injustiça e a desigualdade parecem ser eternas, o desânimo se torna uma resposta natural. É essa desilusão que mantém o povo preso em sua própria mente, incapaz de enxergar que a verdadeira revolução começa internamente, no despertar de cada brasileiro para seu papel como agente de mudança.
É essencial romper com esse ciclo vicioso, reconhecendo que o poder não reside apenas em instituições e líderes, mas em cada cidadão consciente. Pouco adianta falar de democracia quando ela é estruturada para servir aos interesses de sua elite. O povo brasileiro precisa assumir a responsabilidade de redefinir seu futuro, uma escolha que começa com a conscientização de seu poder coletivo. Só então poderemos verdadeiramente expulsar o jogo manipulado pelos que mantêm o status quo. ESCUTEM oq vou dizer: Sair para rua para proteger a democracia no Brasil é uma mentira, o que se está protegendo é sua elite. Sair nas ruas para proteger os militares é uma mentira, o que se está protegendo é um poder autoritário e opressor.
A transformação do Brasil não será um presente dado pelos céus, porque nunca foi. Moíses lutou, Davi lutou, Maomé lutou, Krisnha lutou, Rama lutou, Sidharta lutou, Jesus lutou. O céu provê a força que temos em nosso coração e em nossas mentes para lutar, mas cabe ao ser humano concretizar sua fé em ações concretas não em palavras. Todo homem e mulher será medido pelas suas obras, não pelo que disse.
Meu amigos brasileiros, por que persistimos em repetir nossos erros? Será que somos realmente menos capazes? Ou será que estamos condenados a essa visão de “vira-latas” que nos foi imposta no período do BUARGIL? As narrativas parecem retornar constantemente, sempre nos levando ao mesmo lugar.
Neste momento, é essencial parar e refletir sobre a mente coletiva do nosso povo. Devemos compreender as forças que inibem nosso crescimento, que nos amedrontam e nos tornam prisioneiros de nossas próprias limitações. Assim, podemos entender como todo o Brasil se mantém refém e cúmplice das desigualdades e injustiças que persistem.
O que leva um ser humano a repetir erros constantemente? Precisamos olhar para sua infância, entender como foi moldado. Que tipo de adulto se tornaria uma criança que enfrentou constante violência, privações, injustiças e viu, repetidas vezes, a negação do amor, da justiça e da dignidade?
Este é o Brasil. Não somos passivos por simples ignorância ou preguiça, mas porque nosso passado foi marcado pelo medo e pela opressão. Historicamente, cada tentativa de buscar dignidade foi esmagada pela violência e repressão. Como se cada pedido feito a seus pais por uma criança, fosse acompanhado por uma bofetada em seu rosto e seu corpo. Depois de um tempo, a criança não mais terá coragem de pedir ou mudar qquer coisa ao seu redor.
Sim, as atrocidades do período deixaram cicatrizes irreversíveis. Torturas, desaparecimentos, e assassinatos eram comuns. Essas feridas abertas precisam ser reconhecidas e tratadas. Não podemos ignorar essas dores e traumas, pois são eles que nos chamam para a consciência e nos desafiam a lutar por um futuro melhor. No passado erramos com o povo indigena, erramos com os negros e durante a ditadura militar erramos com o próprio povo Brasileiro.
Não podemos mais continuar na posição de vítima. Sim, a elite explorou e continua explorando o país. Os militares cometeram atrocidades e oprimiram nosso país, a corrupção política e judiciária do Brasil é inegável. Esses são os desafios diários que enfrentamos, mas e daí?
Olhem para seus ídolos, aqueles que superaram as dificuldades de infância e os desafios da vida. Eu mesmo fui um deles. Tive que fazer uma escolha: permanecer culpando o passado ou levantar a cabeça e, como Jesus, “sacudir o pó dos pés”, reconhecer minha história e assumir as rédeas do meu futuro. Foi essa a minha decisão, e é essa a decisão de muitos brasileiros que superaram as barreiras impostas aos mais pobres.
É hora de cada brasileiro se erguer, deixar as lamentações de lado e assumir o protagonismo do seu próprio destino e do destino do Brasil.
Na sua inocente ignorância—não no sentido negativo, mas no da realidade—, o brasileiro espera que um presidente, em uma posição messiânica, solucione seus problemas. O brasileiro, em geral, espera que um OUTRO resolva suas dificuldades, do mesmo modo que culpa o OUTRO por elas. Assim, tenta escapar de sua própria responsabilidade.
É importante afirmar que nenhum presidente pode solucionar as mazelas dos brasileiros. De fato, ninguém individualmente pode transformar nossa realidade nacional. Essa perspectiva, focando em “quem” pode resolver, está equivocada e demonstra um espírito nacional infantil e ingênuo, que busca um herói para salvá-lo de seus problemas. A pergunta realmente pertinente é: O QUE pode mudar o Brasil, e não QUEM.
Meu DESAFIO aqui não é fazer com que acreditem em mim, mas sim fazer com que acreditem em vocês mesmos.
Amigos Brasileiros,
É hora de acordar. Não podemos continuar aceitando passivamente toda esta corrupção e descaso com nosso povo. Se continuarmos apáticos e isolados continuarão nos roubando mais que dinheiro, mas nossas vidas. Nosso passado, nosso presente e nosso futuro. E estaremos deixando para nossos filhos um sofrimento perpétuo, injustiça e desigualdade.
A libertação deve começar em si mesmo. Porque são as mentes dos brasileiros que ainda estão presas. Precisamos nos libertar. Cada um de nós. Só existe uma liberdade – a liberdade da mente. Se você é refém em sua própria mente, é refém de tudo, até mesmo de seus próprios desejos.
Preciso que venha comigo. Episódio a Episódio. Temporada a temporada. Porque nesta série o final depende de você.
Meus queridos amigos, hoje compartilho com vocês mais uma parte de minha jornada de superação, determinação e luta. Desde muito jovem, planejei com disciplina e sacrifício o momento em que ingressaria na UFRJ. Na época, achei que todos os meus problemas estariam resolvidos, mas, na verdade, eles estavam apenas começando.
Desde pequeno, a matemática e posteriormente a física, química e computação foram minha grande paixão. Consegui ingressar na famosa turma do bolinha para competir no campeonato mundial de matemática. Esta é uma outra história que não tive a oportunidade de comentar aqui, devido a necessidade de ser breve.
Logo de início, durante uma aula de cálculo na UFRJ, propus uma solução diferente e bem mais elegante. O que aconteceu? Fui fortemente repreendido por um professor renomado. Ele me sugeriu que me calasse ou não voltasse mais. Mas eu pergunto, o que motiva alguém a tentar apagar a luz de um espírito jovem?
Essa experiência não enfraqueceu minha vontade. Pelo contrário, fortaleceu meu desejo de seguir adiante. Quando a PUC-RJ lançou o curso de Engenharia de Computação, senti uma atração profunda pelo curso. Desde os 12 anos, vivia e respirava tecnologia. A oportunidade parecia feita para mim, mas como alcançar esse sonho sem recursos financeiros?
Novamente tive que correr riscos na minha vida. E não me deixei deter. Perderia uma vaga na UFRJ para concorrer a uma possibilidade na PUC-RJ?
Seja como for, com coragem, passei no vestibular e negociei um bolsa baseado tanto em minhas notas como na minha necessidade financeira. Agradeço até hoje a este departamento da PUC-RJ que foi muito importante para que eu lá conseguisse estudar, e serei eternamente grato por isso. No entanto, ali encontraria desafios que testariam minha resiliência como nunca antes.
Naquele ambiente, convivi cara a cara com a elite. Ora, tinha aprendido na escola que a elite era um monstro que tudo devorava. E que ficava articulando um meio de fazer os pobres sofrerem, e ficava dando gargalhadas quando os pobres não tinham o que comer.Sendo assim, naturalmente a enxergava como algo perigoso, mas descobri algo bem diferente e mais profundo. Vi disciplina, vi esforço, vi compromisso e muita força e determinação. Percebi que não existia maldade alguma, mas sim, mas sim uma TOTAL falta ou ausência de consciência sobre o impacto de seus privilégios.
Logo na minha entrada na PUC-RJ deram ZERO em uma nota de linguagem de programação. Fiquei desesperado e fui procurar o professor. Ele me disse que não queria que eu resolvesse a questão da forma que resolvi. Embora, eu tenha provado para ele, que TODAS as minhas questões estavam corretas. Ele percebeu que falava com alguém que conhecia sobremaneira tudo aquilo, afinal, tinha dado aula aos 15 anos sobre a mesma matéria que agora aprendia na faculdade.
No entanto, ele cortou a conversa, me pegou pelos braços e disse que ali não era meu lugar. Que eu era pobre, e não devia estudar com os ricos. Que o melhor a fazer era deixar a faculdade e trabalhar.
Na PUC-RJ tem uma bela área verde com um riacho que atravessa a faculdade, fui para lá e chorei, chorei, chorei e chorei. .
O que faz um professor agir desta maneira? O que faz alguém agir assim contra um menino, que está começando sua vida, mostrando novamente ser genial em seus afazeres, e ser oprimido com tanta soberba?
Prestem atenção neste momento povo Brasileiro: Estava aqui, povo brasileiro, uma cena típica da elite. Destruir a identidade e a força do seu povo, ao invés de promovê-la. Uma inveja, egoísmo, narcisismo e tirania intelectual que faz com que eles queiram ser melhores que os mais pobres. E com isso, tentam destruir a identidade e a força do seu próprio povo.
Esses momentos difíceis não podem nos definir. O que nos define é a força de reagir, de lutar, de superar. O destino não é escrito apenas pelo talento, mas pela coragem de persistir, mesmo quando as probabilidades estão contra nós.
Houve ainda inumeras outras ocasiões em que me deparei com discriminação na PUC-RJ, mas cada uma delas serviu para reafirmar meu compromisso com os meus sonhos. Graduar-me em Engenharia de Computação não foi apenas um diploma, mas uma declaração de que podemos ir além, mesmo quando o mundo diz NÃO.
Hoje, compartilho essa jornada porque acredito que cada um de vocês possui essa mesma força interior. Não importa quantas vezes você caia, o que importa é quantas vezes estará disposto a se levantar. Vocês são capazes de realizar feitos incríveis, é por isso que estou gastando recursos de minha própria família para falar para vocês.
Por isso, meus amigos, nunca deixem de acreditar no poder que têm. A jornada é pessoal, mas o impacto é coletivo. Vamos criar mudança, vamos buscar a transformação. Juntos, podemos inspirar um ao outro e reescrever o que significa vencer, para todos nós.
Lembrem-se, não são os desafios que definem quem somos, mas como decidimos enfrentá-los. Juntos, somos mais fortes e podemos alcançar alturas inimagináveis. Acreditem sempre, o impossível está apenas em limitações de nossa própria mente. Rompendo estas limitações, tudo é possível.

Brasil: Rogério, sinto algo novo dentro de mim. O que é essa força que está crescendo em meu coração e em minha mente?
Rogério: Brasil, o que você está sentindo é o despertar da consciência. É o começo da libertação das correntes que o mantiveram cativo por tanto tempo. Essa força é o reconhecimento de sua história, suas feridas e potencial. Ao tomar consciência das manipulações que sofreu, você começa a ver além do véu, a se conectar com sua verdadeira essência e a acreditar em seu próprio poder de transformação.
Além disso, essa força é a energia acumulada de tantas gerações que silenciaram suas próprias esperanças e aspirações. É a convergência de histórias e experiências que agora podem ser canalizadas para a construção de um novo futuro. Ao abraçar essa força, você consegue transformar a dor do passado em ferramentas e ações de mudança.
Como mencionado antes, o despertar da consciência é um processo. Você não está sozinho nessa jornada; cada cidadão brasileiro que desperta é uma luz que se soma à sua às outras, iluminando um caminho que antes parecia escuro e cheio de incertezas. Essa força coletiva tem o poder de reescrever a narrativa nacional.
Por último, lembre-se sempre de valorizar essa força. Cultive-a diariamente por meio da reflexão e do amor ao seu país. A cada passo dado, compartilhe essa energia com seu povo, mostrando-lhes o quão transformadora pode ser a união de colaboradores engajados em prol do bem comum.
Brasil: Começo a compreender com clareza as forças que dominaram e dominam este país. Como posso canalizar essa nova clareza para provocar mudanças reais?
Rogério: A clareza que você adquiriu é a base para a ação consciente. Use essa compreensão para mobilizar seu povo e provocar um grande engajamento nacional. A transformação começa ao movimentar-se coletivamente, usando sua nova percepção como guia para mudanças estruturais.
É fundamental que o povo brasileiro questionem as estruturas vigentes, e que as inspirem a serem protagonistas de suas próprias histórias. Precisamos encontrar nossas próprias ferramentas para que possamos lutar por si mesmo de maneira eficaz e empática. Porque nenhum espaço gratuito será nos fornecido se não lutarmos e conquistarmos por nós mesmos.
Compreenda que nada disso acontece do dia para a noite. O processo demanda esforço, disciplina, paciência e perseverança. Com essa clareza e determinação, você pavimentará um caminho de mudanças duradouras e significativas para todos os brasileiros.
É preciso que o povo brasileiro troque a separação atual do “não pertencimento” – que causa ansiedade e depressão em nossas mentes – pela sensação real de “pertencimento”. Precisamos todos nos sentir Brasileiros, mas de fato, não mais nos sentimos assim. O povo em si está fragmentado. A união existe somente e infelizmente entre pequenos grupos, que saqueiam o país. Estes grupos aprenderam que juntos, conseguem solapar e literalmente roubar o povo através do poder público.
Brasil: Percebo a apatia do meu povo. Como posso ajudá-los a superar esse medo e a encontrar também essa motivação?
Rogério: Para ajudar seu povo a superar o medo e encontrar motivação, é essencial entender que a apatia está profundamente enraizada no inconsciente de cada brasileiro. Assim como um instinto que nos faz recuar diante de perigo, como uma cobra, a inércia frente à mudança tem suas raízes em anos de injustiça, desigualdades, opressão e promessas não cumpridas. A mente, em autoproteção, cria desculpas e perpetua a sensação de vitimização, mantendo o ciclo de paralisia.
Romper com essa mentalidade é crucial, pois permanecer como vítima apenas preserva tudo como está. Enquanto os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo saqueiam o país, o povo assiste passivamente ao desmantelamento de suas riquezas. Os trilhões de arrecadação em impostos anuais desaparecem, utilizados não para o bem coletivo, mas para alimentar a degradação moral e a corrupção de indivíduos que perderam a conexão com valores de dignidade e compaixão, mesmo em uma nação que se declara cristã.
Superar essas barreiras não é uma façanha simples, mas é uma necessidade imperativa por nós e pelas futuras gerações. A apatia é um legado do passado, mas se tornarmos conscientes disso, essa corrente se enfraquece. Este é o momento de despertar coletivamente, de transformar a divisão em união. É essencial que não permitamos mais que grupos isolados e organizados tomem o que é de todos. A clareza do que devemos fazer surgirá naturalmente, e olharemos para trás com a pergunta: “Por que não agimos antes?”
O tempo da mudança que sonhamos está próximo, e essa transformação não virá de fora, mas de dentro de cada um de nós. Não haverá mais espaço para culpas ou vitimizações, apenas para ações conscientes em prol da justiça, igualdade e dignidade. O Brasil que desejamos começa com ações conscientes de cada um de nós.
Brasil: Sinto que estou começando a dissipar a névoa da minha mente. Como posso garantir que essa clareza continue crescendo?
Rogério: Cultive a reflexão contínua. Permaneça comprometido não com seus próprios ganhos, e sim com o ganho coletivo. O brasileiro tende a se preocupar somente com o seu, mas com isso nos isolamos cada vez mais um dos outros, e criamos uma sociedade egoísta, infantil e narcísica.
Questione sempre as narrativas impostas. A clareza é um processo vivo, que exige dedicação e coragem para enfrentar desafios. Crie momentos de silêncio e análise, onde possa examinar criticamente suas decisões e o impacto delas no seu povo. Ao mesmo tempo, promova o diálogo aberto com pessoas diferentes, ajudando a enriquecer a compreensão coletiva e a incentivar mudanças.
Outra forma de garantir continuidade na clareza é através da sabedoria contínua. Esteja sempre atento às mudanças em sua sociedade e no mundo, buscando desaprender e se adaptar. Sim, enquanto o conhecimento implica em acumular, a sabedoria implica em se esvaziar. Só assim você poderá voltar para seu centro e se libertar de seus condicionamentos e medos.
Finalmente, compartilhe esse compromisso com todos ao seu redor. Incentive todos a participarem deste momento de transformação, orientando todos a saírem do condicionamento atual de tudo culpar e nada fazer. Quando toda sociedade está engajada na transformação de sua realidade, a clareza se torna uma característica perene e se fortalece dia após dia.
Brasil: Algo me diz que grandes mudanças estão por vir. Como posso me preparar para esse momento decisivo?
Rogério: Esteja pronto para agir com firmeza e sabedoria. Fortaleça sua convicção, reúna pessoas em prol das mudanças que precisamos fazer e prepare-se para enfrentar resistências. Mantenha o foco em valores de justiça e igualdade, e use essa disposição interna para ajudar o próximo rumo à transformação.
Não aceite mais a separação do seu povo baseado em conceitos de esquerda ou direita, pois estes conceitos não podem mudar o país, não trazem comida a quem tem fome, nem diminuirão a corrupção de todo nosso sistema político e judiciário. Este pingue pongue apenas mantém a atenção do brasileiro preso em conceitos – como um mágico – enquanto todo roubo, acontece embaixo de seu nariz.
Nenhuma ação no mundo é independente. Tudo está condicionado e é interdependente. Portanto, toda luz tem sombra. O que importa tem que ser a comida na mesa das pessoas, a igualdade e a dignidade. Conceitos não alimenta ninguém, nem traz justiça e igualdade para o povo.
E lembre-se que mudanças significativas costumam encontrar resistência, e certamente trarão a dor da transformação. Mantenha sua postura firme e seus valores inabaláveis, mesmo frente a adversidades. A paz interior e a resiliência emocional são escudos poderosos contra os desafios externos.
Transforme seu entusiasmo em energia criativa, iniciando projetos e estratégias que tragam benefícios tangíveis para todos. Com determinação e clareza, esse momento decisivo será a semente de um Brasil renovado e pleno de potencial de transformação.
Brasil: Agora que sinto essa força dentro de mim, o que posso fazer para garantir que nunca mais voltarei ao estado de apatia?
Rogério: Preserve a memória de sua jornada e mantenha viva a chama da consciência. Crie memórias de lembrança e celebração de seus progressos, e incentive continuamente todos ao seu redor a busca por igualdade e justiça. Ao solidificar seu compromisso com a transformação, você garantirá que essa esperança se transforme em uma força duradoura, guiando-o para um futuro de justiça e igualdade.
Estabeleça práticas diárias de autorreflexão e autoavaliação. Examine regularmente suas ações e seus resultados, entendendo onde pode melhorar e se ajustar. Isso manterá a motivação elevada e garantirá que esteja sempre alinhado com seus princípios e objetivos de transformação.
Precisamos ajudar uns aos outros. Que cada vitória pessoal sua, seja uma motivação para o próximo. Retire-se da posição confortável de tudo reclamar, de tudo culpar, e também da falsa posição de moral superior. Todo Brasileiro está preso nesta narrativa, que implicitamente, implica vitimismo e fraqueza de ação, embora queira transparecer melhor do que o outro.
Para mudarmos de patamar como nação, precisamos deixar para trás esta apatia, e de uma vez por todas empunhar a espada da força transformadora que advém de um processo de despertar coletivo.
Precisamos crescer Brasil. O tempo passa rapidamente e a oportunidade é permitida. Chegou a hora e é neste espaço finito do tempo que estamos tendo a oportunidade de alcançar o infinito da plenitude da vida.
Até a próxima sessão Brasil.
Qual a identidade dos Brasileiros? Não no sentido corriqueiro ou menos formal, mas sob o ponto de vista psicológico, ou melhor, psicanalítico. Olhem esta imagem por alguns instantes. Identifiquem 3 instâncias fundamentais para definição de uma identidade: superego, ego e id. Mas o que seriam tais coisas, você me pergunta. Não sei nada de psicologia nem psicanálise, então não entendo.
Sim, este não é meu objetivo. No entanto, farei um exercício importante aqui. Fique atento comigo.
Em primeiro lugar, veja que o EU é um arco íris. O que isso significa? Que o EU é interdependente como um arcoiris. Um arco íris somente se forma se tiver luz, água e um ângulo específico de refração. Nosso EU como indivíduos também. E dependendo de como foi registrado em nossa mente infantil e adulta estas 3 instâncias, superego, ego e id, o EU será de um jeito ou de outro.
Farei agora mais um exercício. Irei na internet ou alguma IA e pedirei para ele me definir um SUPEREGO tirãnico. Irei resumir aqui os pontos mais relevantes de sua resposta:
Instância psíquica que exerce um controle excessivo e rigoroso, impulsionando o indivíduo a sentir culpa, remorso e ansiedade em excesso, e a agir de forma inflexível e moralista. Esta instância, que internaliza as regras e valores sociais e parentais, pode tornar-se excessivamente punitiva e crítica, dificultando o desenvolvimento saudável da personalidade.
Um superego tirânico pode manifestar-se através de:
Excessiva culpa e remorso: O indivíduo pode sentir-se constantemente culpado pelas suas ações e desejos, mesmo que não tenham causado danos a ninguém.
Ansiedade e medo: O medo de errar ou de não atender às expectativas sociais pode gerar ansiedade e tensão constantes.
Moralismo e rigidez: O indivíduo pode tornar-se extremamente moralista, criticando a si mesmo e aos outros, e resistindo a mudanças e a novas experiências.Problemas de relacionamento: A falta de flexibilidade e a dificuldade em lidar com as diferenças podem levar a problemas de relacionamento, tanto com os outros como consigo mesmo.
Bem, agora farei o mesmo exercício, pedindo para que ele defina um ego inflado. Segue o resumo:
Refere-se a uma autoimagem exagerada e uma visão de si mesma como superior ou mais competente do que os outros, frequentemente acompanhada de autoconfiança excessiva e necessidade de reconhecimento constante. Essa condição pode ser caracterizada por arrogância, dificuldade em aceitar críticas e uma tendência de dominação. Em alguns casos, um ego inflado pode ser um sintoma de narcisismo, um transtorno de personalidade que se manifesta por uma necessidade profunda de atenção e admiração, com pouca ou nenhuma empatia por outros.
Falta de empatia:
Dificuldade em entender ou se colocar no lugar dos outros, o que pode levar a comportamentos agressivos ou desconsiderados.
Resistência a críticas ou feedbacks:
Não consegue aceitar críticas de forma construtiva, buscando sempre uma resposta desproporcional ou justificativa para as falhas.
Dificuldade em admitir erros:
Não consegue reconhecer seus erros ou falhas, e pode se tornar defensiva ou agressiva quando questionada sobre sua conduta.
Tendência a dominar conversas ou discussões:
Busca sempre estar no centro das atenções e controlar a conversa, não permitindo que outros opinem ou se expressem.
Imagine agora você tendo de uma lado, um superego tirânico de um lado, no Brasil sendo representado primariamente por nossa elite. E do outro lado, por um ego inflado, no Brasil, sendo representado principalmente pelas forças armadas. Por outro lado, sua criatividade, inocência, humanidade, espontaneidade, representada em nossa imagem pelo Id, seja sempre reprimida, oprimida, destruída, marginalizada, desacreditada e aniquilada.
Que EU, ou identidade, poderá sair de tal quadro? Está claro que este EU cresceria severamente comprometido. E qual o sintoma final deste quadro? Ou em outras palavras, que tipo de criança seria esta se vivesse em tais condições? A resposta está clara para você Brasil? Provavelmente ainda não.
Se eu lhe der a resposta, sem que você percorra esse caminho ao meu lado, você se voltará contra mim e deixará de assistir estes vídeos. A resposta está diante de você, mas nenhum analista ou psicólogo poderia simplesmente revelá-la. É necessário que você experimente e sinta intensamente: vivencie, chore, sorria, grite. Quando esse momento chegar, a compreensão surgirá e você despertará, preparado para, junto comigo, transformar o Brasil.
Nesse percurso, gradualmente lhe ajudarei a desvendar a realidade, guiando-o a introspecções necessárias para que você reconheça e ressignifique as correntes que o prendem, que o fazem evitar a ação e responsabilizar o outro pelo seu sofrimento. Em breve, você se levantará à noite com uma fervorosa ânsia de mudança, como se tivesse sido atingido por um raio.
Até que chegue esse momento, peço que permaneça comigo, mesmo que o medo, a insegurança e a ansiedade o circundem. Essas são justamente as barreiras que estamos aqui para enfrentar juntos.
Até lá, vou gradativamente levando você a olhar para dentro de si. Reconhecer e ressignificar as correntes que o prendem e que o impedem de agir. Muitas vezes fugindo da luta, se entregando a lamentações, culpando os outros pelo seu próprio sofrimento ou de nosso povo e fugindo da responsabilidade que nos cabe como cidadãos brasileiros.
VOLTEMOS para o foco deste episódio: O golpe, a ditadura ou regime militar.