
Povo Brasileiro:
Hoje, começamos uma jornada que não será fácil, mas é absolutamente necessária. Tal como é difícil para um adulto confrontar os abusos e dores de sua infância, é igualmente desafiador para nós, como nação, aceitar e reconhecer as verdades dolorosas do nosso passado.
Quando olhamos para trás, nossa primeira reação é a negação e a raiva. Queremos acreditar que o desconforto e a dor não existiram ou podem ser apagados. No entanto, é nesse esquecimento que residem as correntes que nos prendem. Em toda libertação precisamos enfrentar nossos medos e traumas, precisamos trazer luz às sombras de nossa história, que são de fato, nossa ignorância sobre si mesmo.
Vamos então INICIAR nossa jornada.
Antes da chegada dos colonizadores, os povos indígenas desfrutavam de uma civilização complexa e rica em cultura. Nenhum indigena estava triste esperando que a salvação viesse de um adestramento cultural. Por outro lado a chegada dos portugueses, pelo olhar da época, não pode ser tratada como crueldade imperialista, como já veremos, embora pelo olhar de hoje, SIM obviamente, foram um exemplo doloroso e real de exploração e subjugação.
Vejam na imagem ao meu lado como a própria Igreja, uma das mais poderosas instituições da época, justificou e deu carta branca para a escravização dos indígenas, resolvendo que a salvação de suas almas valia o sacrifício de suas liberdades.
A sociedade pré-brasil da época, mergulhada em um contexto de exploração e colonização, aprovou e sustentou todas essas ações. As vozes dos indígenas foram silenciadas não apenas pelas armas, mas pela conivência de uma estrutura social que legitimava o sofrimento em prol dos privilégios de poucos. Alguma semelhança?
Enquanto todos pregavam salvação no futuro, ignoravam o verdadeiro inferno que ajudavam a criar no presente. Os povos indígenas não eram apenas explorados; suas culturas, espiritualidades e modos de vida eram sistematicamente apagados. Um genocídio cultural sustentado por uma visão de superioridade moral equivocada dos privilegiados da epoca. Alguma semelhança?
Uma parada importante: Essa história não é de condenação dos indivíduos, mas de reconhecimento de estruturas inconscientes que perpetuaram a dor e o sofrimento, porque elas existem e permanecem até hoje em nosso Brasil. Não estou aqui querendo condenar pessoas, e sim demonstrar, como o passado insiste em se repetir no futuro se não tomamos consciência dele.
UMA pequena parada no percurso.
Para entender o Brasil de hoje, precisamos ouvir as histórias sufocadas do nosso passado e trabalhar para que essas vozes sejam finalmente compreendidas.
A realidade era conforme colocado resumidamente nos parágrafos anteriores, e de fato, o que mudou?. Aquilo era o que pode ser denominado REAL. Mas estes eventos reais, históricos, foram reinterpretados e sufocados, criando um recalque ignorante que nos aprisionam até hoje, e escondem o mesmo modus operandus.
Ou seja, sempre trocamos este REAL por uma narrativa falseada. Mas, quando isso efetivamente começou em nossa sociedade moderna – da abolicao da escravidão até os dias atuais? E quem foi o responsável por isso? Na prática, esta é a pergunta que precisamos fazer: Quem mudou a história de nosso povo em prol de privilégios para si próprio? Em breve, no proximo episodio, chegaremos em uma tragedia ainda maior, a do negro brasileiro.
PRESTEM BASTANTE ATENCAO AGORA:
Embora o Brasil tenha sido descoberto em 1500, foi entre 1920 e 1930 que criamos uma identidade, e infelizmente, esta identidade foi criada justamente pela elite privilegiada e intelectual da época. Por isso, digo que neste período foi criado não o Brasil que desejamos, mas o Brasil que vivemos até hoje, e eu prefiro denominá-lo de BUARGIL.
O nosso desejado Brasil, de fato, ainda não chegou a existir, porque seu povo foi privado da fala pela paulada, tiro e pela morte. Nem eu nem você vivemos no Brasil. Ele precisa receber o toque simbólico que nas religiões é denominado batismo, onde geralmente, se troca de nome. Nos dias atuais, ainda estamos nos domínios do BUARGIL e seus erros, vícios, sofrimento, mentiras e falsidades. Mas vamos precisar superá-lo, e se tornar, finalmente o BRASIL que almejamos. Em breve chegará a hora do seu batismo.
Chegamos no primeiro intelectual da elite Brasileira que fundou o BUARGIL. Seu nome é Gilberto Freyre.
Por volta de 1933, logo após ter ficado nos Estados Unidos por alguns anos, retorna e marca o Brasil com ferro com o lançamento de seu livro.
Ora bolas, De onde você acha que vem seu amor e admiração hipnótica pela cultura americana? Justamente aqui. Muita coisa que você acha que é seu, de fato, foi colocado na sua mente neste período do nascimento do BUARGIL.
Brasileiros, precisamos despertar, e saber que até nossos desejos, são moldados. Nem o que desejamos nos diz quem somos, porque nossos desejos vem do outro e também são controlados por narrativas. Portanto, precisamos buscar um chão mais firme do que nossos desejos, para descobrir quem de fato realmente somos.
Gilberto Freyre nos vendeu a ideia de uma colonização pacífica, como se nossos indígenas aceitassem pacificamente sua própria destruição e subjugação. Mas a realidade era outra: eles enfrentaram a escravidão e o genocídio, não por escolha, mas por brutalidade imposta. Alguma semelhança com os dias atuais?
Povo Brasileiro,
É hora de acordar. Não podemos continuar aceitando todas estas narrativa que nos roubaram nosso passado, destroem nosso presente e criam um de futuro perpétuo de sofrimento e desigualdade para todo povo brasileiro.
A libertação deve começar em si mesmo. Porque são as mentes dos brasileiros que ainda estão presas. Precisamos nos libertar. Cada um de nós.Só existe uma liberdade – a liberdade da mente. Se você é refém em sua própria mente, é refém de tudo, até mesmo de seus próprios desejos.
Surrada pelo tempo. Aqui provavelmente eu já tinha meus 16 anos de idade.
Notem algumas coisas importantes. As casas atrás estão todas em mau estado e precárias. Todo o ambiente está em condição de pobreza, onde eu morava, na baixada fluminense, no Rio de janeiro. Demonstrando novamente ser um ambiente de bastante dificuldade.
No entanto, nesta época passei em primeiro lugar em um conjunto de cursos de informática que tinha se espalhado pelo Brasil. Sim, fui professor de informática com apenas 16 anos de idade, de fato, passei com 15.
Com meus 12 anos, meu pai se endividou e comprou um TK 2000. Vejam na foto. Um microcomputador cujo vídeo era a TV e cuja memória era uma fita cassete.
A libertação provém do despertar da ignorância de nosso passado, do enfrentamento da dor e do sofrimento que nos formou, e de sua transformação em consciência em prol do próximo.
Não falo sobre mim aqui para ganhar admiração de ninguém. Falo para mostrar que sou como você. Um Brasileiro que passou pelas mesmas dificuldades que você. Um Brasileiro que viveu e vive no Brasil como você e sonha com um Brasil mais justo e consciente.
Toda vez que um jogador de futebol, artista, cantor ou cantora, influencer, ou seja lá o que for, diz que conquistou porque suou e trabalhou muito, se colocando em uma posição melhor do que os outros, está MATANDO a capacidade do Brasileiro de crescer e reconhecer seu valor.
São atitudes narcísicas e de profunda ignorância da narrativa que se encontram.
A maioria dos Brasileiros trabalha muito, sai de cada de noite ainda e chega tarde e exausto. Então, trabalhar é necessário sim, mas NÃO suficiente.
Aqueles que assim o fazem, não percebem que estão dentro de uma narrativa. De vez em quando “aparecer alguem” é importante para o sistema: viu, eu roubo 1 trilhão dos cofres brasileiros, mas esta ai alguem que lutou e conseguiu e você não porque não mereceu. Entende? Não se preocupe, vou te explicar melhor esta falsa narrativa depois em nossas temporadas.
Aqui em nossas temporadas estamos sobrevoando e acima destas narrativas. São estas narrativas que iremos descobrir em nossa série que está por trás de um Brasil desigual e injusto. Preparem-se, porque nada vai passar por aqui sem ser deixado nu para todo povo Brasileiro. Estou apenas começando.
Meu objetivo aqui é fazê-lo enxergar e com isso despertar e me ajudar a mudar o Brasil.
Porque não podemos mais aceitar tanta injustiça, pois como sabemos de todas as religiões e sabedoria do mundo, quando os de bom coração silenciam, a injustiça próspera.
Brasil: Doutor, estou profundamente irritado. Os pobres só reclamam, mas não fazem nada a respeito. E os ricos continuam saqueando o país impunemente. Por que há tanta desigualdade e inação na minha sociedade?
Rogério: Brasil, suas frustrações são eco de uma história longa de divisões, plantadas no solo da exploração e opressão. Desde o início de sua colonização, a desigualdade foi estruturada nos alicerces de sua sociedade. Os indígenas foram subjugados, e os negros trazidos como mercadorias, literalmente. Essa divisão profunda criou uma dinâmica de poder que favorece alguns enquanto marginaliza muitos. A cultura dominante sempre tratou de manter essas hierarquias de privilégios.Essa lamentação dos pobres que você ouve representa o grito coletivo de gerações que foram condicionadas a acreditar em sua impotência e fraqueza. Eles enfrentaram repressões sistemáticas e faltaram-lhes oportunidades reais de mudança. A resistência ao status quo é um murmúrio, embora silencioso, de insatisfação por uma igualdade ainda não alcançada.
Brasil: Doutor, sinto-me completamente ilhado e sozinho. Não vejo exemplos de pessoas conscientes que possam me guiar. Qual é a raiz desse isolamento?
Rogério: Brasil, desde a colonização, as vozes que poderiam guiar e inspirar foram sistematicamente silenciadas. Líderes genuínos foram desautorizados ou mortos. A sociedade foi estruturada para favorecer um pequeno grupo e seus privilégios, eliminando a diversidade de liderança que poderia ter surgido naturalmente. A narrativa dominante sempre exaltou modelos externos, valorizando culturas e lideranças estrangeiras, enquanto desdenhava e subestimava as nossas. Esse apagamento cultural criou uma desconexão entre você e suas raízes autênticas, entre quem você é e quem você poderia ser Brasil.
Brasil: Doutor, vejo nossos jovens sendo ensinados a desprezar a própria história e a cultura. Por que as crianças são ensinadas a falar mal de mim?
Rogério: Brasil, desde os tempos da colonização, as narrativas dominantes foram moldadas para atender aos interesses de uma elite que buscava consolidar seu poder. Isso incluiu a criação de uma história que exaltava feitos americanos, europeus e até asiáticos enquanto ignorava ou minimizava as contribuições significativas do próprio povo Brasileiro. Pasme Brasil, até mesmo a ciência foi usada para manter essa narrativa, perpetuando a ideia de que o que vem de fora é superior, com a ideia de antropologia criminal e branqueamento do povo Brasileiro. Narrativas focadas nos ‘vencedores’ europeus deixaram de lado a riqueza cultural e a força daqueles que realmente construíram, constroem e sustentam o país. Para mudar tudo isso, é vital reformular toda visão que temos de nós mesmos, de modo a ressignificar tudo que nos ensinaram até então, pois de fato, a narrativa criada até agora foi mentirosa e falseada para manter unicamente os privilégios da elite Brasileira.
Brasil: Doutor, Me sinto sem esperança. Existe um caminho para sair dessa situação? Como posso mudar?
Rogério: Brasil, compreender o sentimento de desesperança que você carrega é fundamental para traçar um caminho de mudança. Ao longo de sua história, as estruturas de poder foram estabelecidas para favorecer uma minoria, deixando muitos marginalizados e desamparados. Os mecanismos que sustentaram essa desigualdade e privilégios foram criados durante a colonização e se perpetuaram até os dias atuais. Esse desamparo histórico não pode ser subestimado, mas o primeiro passo para a mudança é a conscientização. Reconhecer essas injustiças e como elas foram sistematicamente incorporadas à nossa cultura ajuda a identificar a raiz dos problemas. O processo de reconciliação começa quando, como sociedade, aceitamos essa verdade e nos comprometemos a retificar essas injustiças.
Brasil: Doutor, por que uma pequena elite Brasileira continuam saqueando nosso país, e ninguém faz nada a respeito?
Rogério: Brasil, essa questão do saque sistemático de recursos por uma elite é profundamente enraizada em nossa formação histórica. Desde a colonização, o território foi explorado com um foco centrado nos interesses europeus, criando uma cultura de apropriação de riqueza que deveria inclusive sair do país. Ou seja, a riqueza do Brasil deveria ser explorada e enviada para europa. Os colonizadores estabeleceram as primeiras bases para essa desigualdade ao explorar tanto os recursos naturais quanto as pessoas, como os povos indígenas e africanos, que foram brutalmente oprimidos. Esse padrão de exploração e apropriação foi transmitido ao longo dos séculos, com uma estrutura política e econômica desenhada para garantir que o acesso ao poder e recursos permanecesse limitado a poucos. As leis, ao invés de proteger o povo Brasileiro, foram usadas para proteger esses interesses, reduzindo a transparência e a responsabilidade. E isso nada mudou. O Brasileiro não acordou ainda para qual é realmente nosso problema central. Assim, a corrupção se institucionalizou, tornando-se um ciclo difícil de quebrar. Mas suas raízes não provém do povo Brasileiro e de fato, nem dos Portugues como nos foi ensinado. Esta visão de corrupção do Brasil foi criada por nós mesmos, acreditadas por nós mesmos, e colocada em prática e institucionalizada pela elite através de suas narrativas. Voltarei a este ponto e darei toda luz a mentira criada em volta da “corrupção Brasileira”.
